Namíbia

Nunca é simples escrever a respeito de viagens. Nossos cacoetes, impressões falsas e conclusões superficiais ficam aumentadas, bem mais expostas. O post de hoje possui todos esses defeitos. Feita a mea culpa, ainda acrescento que fiz as fotos com muito carinho e cuidado para que chegassem axs amigues cervejeirxs brasileirxs. Espero que sirva a outros!

Tratam-se de alguns destaques sobre a produção de cerveja industrial na Namíbia. Continuar lendo

cerveja na panela, um risoto

A Marília Moscou acertou em cheio num risoto, naquele melhor estilo do sem-querer-querendo. Ela fez um post simpático sobre a história, com a receita e tudo. Afinal, risco e criatividade são inerentes às grandes descobertas.

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“Enquanto dava conta de tudo ali, abri uma porter da Way – cervejaria de que gosto muito, muito mesmo. Ando envolvida num grupo de degustação de cervejas (Hildegarda é nosso simpático nome, em homenagem a essa freira alemã proto-feminista do século XII), aprendendo muito sobre os sabores, preparação e tipos dessa grande invenção da humanidade. De repente achei que o gosto e a cor da breja combinariam com o funghi no risoto. Além de tudo eu estava sem vinho tinto para fazer a receita mais tradicional de risoto de funghi. Não tive dúvidas e mandei a breja pra panela.

No fim das contas o resultado ficou incrível”.

Leia na íntegra aqui

como foi a nossa segunda reunião

A segunda reunião foi ruidosa. Nem tanto por nossa parte, acredite!, mas a Editora Patuá completou 3 anos de existência – dessa maneira, enquanto nos concentrávamos experimentando cervejas na sala de oficinas do Hussardos Clube Literário, o salão principal era de clamores de pessoas se abraçando, poemas sendo ditos, livros folheados e bons amigos se reencontrando. Ruído mais do que propício.

O tema pré-carnavalesco era “AMARGO, pq a vida já é doce demais” (leia aqui a convocação).

A apresentação dxs participantes dessa rodada foi com a pergunta: “você se recorda quando foi a primeira vez em que bebeu cerveja?”. Muitos não se lembravam. Entretanto, uma se recordava da primeira Guiness e outro da ida à Inglaterra, quando tomou uma Bitter. Amargamente notadas. Continuar lendo

AMARGO, gosto e palavrinha difícil

uma pequena divagação embasada a respeito do tema o amargo na cerveja.

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1. O balanço dum sabor difícil

Glynn Christian, em seu “Como Cozinhar sem Receitas” (Gutenberg, 2012, trad. Eliza Nazarian), elabora algumas questões interessantes a respeito do gosto amargo, que aproveito nestes parágrafos. Tudo bem que, após a nossa segunda reunião no Hussardos, o Dan veio corrigir muitas coisas que constam nesse livro e fiquei assim meio sem chão. Enfim, tentei separar joio, trigo, vamos lá:

Inicialmente, situemos o amargo. Se você tem dificuldade em diferenciar o amargo do azedo, prove uma geleia de laranja caseira e confira a sequência ‘narrativa’ – primeiro sentirá o doce e logo o azedinho, daí você perceberá o amargo na boca inteira, responsável pelo ‘aspecto’ do sabor da geleia como um todo. Foi? E não é uma delícia? Se fosse um perfume, diria que o amargo constituiria a nota de fundo da fragrância, pois mais tempo permanece.

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AMARGO, pois a vida já é doce demais

Reunião mensal sobre cerveja e literatura no Hussardos

22 de fevereiro de 2014

No sábado (22), às 16h, queremos que você nos conte “como foi a primeira vez em que bebeu cerveja”.

Do gancho, discorreremos a respeito do uso do lúpulo, precioso ingrediente que dá à cerveja o seu gosto característico. Levaremos dois tipos para que possam ver e cheirar o ingrediente em estado bruto e também suas lindas flores secas.

A respeito dos estilos, faremos menções sobre a escola inglesa e americana, criativas no uso do amargor. A história da India Pale Ale, que atravessa oceanos, não faltará.

O adendo literário será trazer o estudo de Eric Landowski que trata das características semânticas envolvidas no ato de beber cerveja: a persistência do gosto e a junção barroca do amargo na boca à alegria no coração. Continuar lendo