Namíbia

Nunca é simples escrever a respeito de viagens. Nossos cacoetes, impressões falsas e conclusões superficiais ficam aumentadas, bem mais expostas. O post de hoje possui todos esses defeitos. Feita a mea culpa, ainda acrescento que fiz as fotos com muito carinho e cuidado para que chegassem axs amigues cervejeirxs brasileirxs. Espero que sirva a outros!

Tratam-se de alguns destaques sobre a produção de cerveja industrial na Namíbia.

Como o país sofreu a colonização alemã desde a Conferência de Berlim até a Primeira Guerra e alemães costumam levar consigo a indústria de fabricar cerveja, ainda hoje no sul do país, é possível encontrar muitos rastros disso tudo. E, como os ingleses nessa hora também nunca fica pra trás, o resultado é encontrar uma produção centralizada quase que em uma única companhia – panorama que conhecemos bem – mas, pelo menos, com um mínimo de qualidade.

Sobre as influências, em uma das cidades costeiras, Swakopmund, escuta-se alemão nas ruas, vê-se muitos turistas de origem germânica e arquitetura teuta – um exemplo é o hotel “das altes Hansahotel” de 1905.

No Museu de Swakopmund, pode-se ver fabricações mais antigas e marcas, assim como uma tabuleta com o seguinte decreto: “O Senhor Prefeito faz saber que, às quartas-feiras, cerveja será feita e, dessa maneira, a partir de terça não se pode mais jogar dejetos no riacho”,  a velha história da água. Ao lado do Museu, há o “Bar da Velha Cervejaria“, cujo toldo é feito com uma cuba antiga destinada à brassagem e onde se pode tomar uma weiss bem bonitona.

Em geral, a paixão nacional são as Lagers, feitas com obediência estrita à lei da pureza (o que sempre tem dois gumes, pode tanto garantir uma qualidade, quanto cortar a criatividade dxs mestrxs cervejeirxs) e, em muitos lugares tranquilos, há um Biergarten.

Da Hansa Brewery de Swakopmund, nasceu a Tafel Lager, que se tornou uma companheira para os maravilhosos entardeceres que pude assistir. Hoje é produzida pela Namibia Breweries, a toda-poderosa companhia que também produz a mais vendida no país: a Windhoek Beer, que você encontra facilmente também na África do Sul.

Na latinha atual da Hansa Pilsener, também da mesma indústria e produzida na África do Sul, achei interessante que o rótulo traz o lúpulo Saaz na ilustração central e dispõe claramente, no verso, que usa malte de milho. Honesta. Como todas as industriais deveriam ser.

Sobre as micro-cervejarias ou a de médio porte, tenho pouco a contar. Na capital, Windhoek, não consegui visitar a Cervejaria Camelthorn, uma das artesanais legais, nem consegui tomar umas na Joe`s Beer House. O tempo foi curto. Mas deixo a anotação aqui, para que outrx aventureirx o faça!

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