encontro de 5 de abril: como cerveja para chocolate

O encontro da Hildegarda no dia 5 de abril foi um encontro dentro de encontros. Lugar aconchegante, bom papo, gente interessada, cervejas e chocolates. O que mais se quer da vida?

.flores-lobos

O primeiro encontro foi juntar úteis e agradáveis. oGangorra é um espaço com gente muito querida, voltado à várias iniciativas que envolvem mobilidade (por lá tocamos um grupo de criação literária que adoro) e, por filosofia, não têm nada da Ambev para vender. O que faz com o que o bar adoravelmente tenha sempre artesanais na geladeira. Hum, nada melhor para sediar uma reunião.

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O segundo encontro foi fortuito: numa dessas andanças noturnas, fomos à Cervejaria Nacional experimentar a Prestígio, sazonal da Júpiter, uma proposta de fazer uma porter com coco. Por lá, encontramos as Lupulinas que, por sua vez, nos apresentaram o Leopoldo Bitencourt, mestre cervejeiro quem entrevistaram para o blogue – nós tínhamos curtido muito a entrevista. Como o assunto era falar de cervejas escuras, de chocolates e tudo o mais, acabou que convidamos o Leopoldo para a reunião e foi mesmo uma ótima ideia. O Leopoldo discorreu sobre vários detalhes de como trabalhar com alguns maltes e de algumas receitas mais conhecidas.

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Dessa forma, nossa tarde sobre cervejas e chocolates teve flores na mesa, luzinhas pelos cantos, olhos brilhantes e boas histórias. A Mayara discorreu a respeito da história das porters e explicou alguns detalhes fundamentais que ficam esquecidos nesses manuais que se resumem a fazer um mero copy-paste da suposta história da cerveja. De minha parte, falei sobre a origem das bocks, doppelbocks e sua importância na quaresma e algumas das diferenças na produção do que hoje é o norte e o sul da Alemanha. O Leopoldo contou sua história de vida, de como brassar é algo que vem de família e da sua experiência produzindo cervejas mais escuras. Por fim, falamos de princípios básicos de harmonização. O querido chef Dan Rolim fez um mole poblano especialmente para a ocasião. Afinal, nem só de doce vive o chocolate.

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newcastleNa degustação, começamos com a Newcastle – nosso plano original era servir a Way Amburana, mas embora tenhamos nos esforçado bastante, a cerveja simplesmente sumiu das prateleiras do Mambo nas zonas sul e oeste de essepê (e agradecemos aos gerentes atenciosos que nos aguentam com demandas bem especificas)..

A segunda foi a baltic porter da Wensky, que defino como confort beer. Ideal para  esses momentos em que precisamos de certo aconchego, tranquilidade. Um coração partido que participou de nosso encontro aprovou a recomendação..

E não podia faltar a DUM Petroleum! Com direito a derramar devagarinho no copo para mostrar o corpo da bichinha. Contamos a história da cervejaria, a parceira com a Wäls e até a ideia do crowdfunding para o filme.

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wensky

A Mayara serviu incríveis brigadeiros de sua própria lavra para coroar o evento e, até eu que nem sou tanto de doce, cedi às colherinhas vermelhas… Final de tarde excelente.

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Ainda em abril, seguiremos falando de harmonização e o próximo encontro será no Hussardos Clube Literário no dia 26/04, das 18h às 20h com Jogos Sensoriais! Prepare-se!

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As fotos são do Ícaro dos Santos Mello. A péssima disposição das imagens no post é da própria autora em coautoria com os layouts prontos do wordpress.

dum

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