Empório Alto dos Pinheiros

Como já diziam os russos: a igreja fica perto, mas a estrada está congelada; já o bar fica longe, mas posso ir andando devagar. Se é para ir devagar, tem de valer a pena; e, como bo@s cervejeir@s, rodamos a cidade, para encontrar e tomar uma boa cerveja. Na última sexta-feira, fui com outras hildegardas conhecer o Empório Alto dos Pinheiros (Rua Vupabuçu, 305, Pinheiros, tel. 3031-4328).

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Na verdade, desde que o bar foi eleito como aquele com a maior e melhor carta de cervejas da cidade pela Veja Beber & Comer, estava curiosa para ir conhecê-lo. Não pela resenha da Veja, que, nem em menos de meia página, conseguiu deixar de lado seus estereótipos machistas, mas pela oferta relatada da casa: 28 bicos de chope e 650 rótulos engarrafados à disposição dos clientes, podendo ser gelados na hora ao gosto d@s fregueses.

Não havia ido antes pela localização: morando na Paulista, rodeada de alternativas, a região de Pinheiros em que o Empório fica localizado me parece ser quase do outro lado da ponte – sabem como é, né?! Em outras palavras, a estrada me parecia congelada. A experiência precisaria valer muito a pena, para me fazer ir andando devagar sobre o gelo.

Quando decidi conhecer a casa, descobri que o gelo da estrada, na realidade, não é dos piores: fica apenas a 10 min a pé da estação Faria Lima (Linha 4  – Amarela) do metrô, mas não consegui confirmar a informação, porque a chuva desabava. Justamente por isso, peguei um táxi da estação até o local. Foram 5 min de corrida, total de R$ 12,00. Dica da boa: para quem preferir táxi a ir a pé, é melhor esperar um carro do lado de Pinheiros, do Largo.

Cheguei por volta das 20h, e a casa já estava bem cheia. Fui o primeiro nome na lista de espera, porque até o balcão estava lotado. Enquanto falava com os garçons para perguntar como a casa funcionava, já fui levada a uma mesa que estava vaga no térreo, mas essa nem foi a primeira alegria da noite. Das opções de chopp apresentadas, estava inclinada a pedir uma IPA de maracujá brasileira, a Maracujipa servida apenas por pint (c. 500 ml) – mas e se não gostasse? O cara que me atendeu foi buscar um trago para experimentar antes de pedir. Como diriam nossas amigas, corações de pale ale para esse serviço atencioso!

Outra situação que demonstrou o cuidado do serviço se deu quando o iPhone de uma de nossas amigas ficou sem bateria, e eles levaram o aparelho para carregar.

A cereja do bolo foi quando o garçom percebeu que uma de nós tinha curtido a Imperial Stout da Moylan’s e trouxe cerca de um pint do chope dela de cortesia pra esvaziar a torneira, pois já estava no finzinho do barril!

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Bebemos juntas (em quatro hildegardetes) 10 rótulos entre choppes e engarrafadas, variando de Pale Ales inglesas a extra whites, passando por IPAs, defumadas, stouts e porters. Algumas por curiosidade prévia (como a de abóbora e a Vedett), outras por indicação do Edmilson (E aí, Edmilson, qual a defumada mais barata que vc tem?!). O destaque da noite, por consenso, foi a Porter de Avelã da Way, com cada uma de nós escolhendo sua preferida.

Entre secos e molhados, comemos e bebemos bem, fomos bem atendidas, e a conta foi muito justa – todas acharam os R$ 75,00 de bom tamanho, para o quanto havia sido consumido.

Resultado final: volto para lá, sem dúvida, mesmo com a estrada congeladíssima!

Alguns poréns que não impedirão meu retorno:

  • Noite de sexta-feira, casa com o térreo repleto de clientes, e havia apenas um único banheiro disponível para todos que estavam ali, o que fazia com que a fila para o banheiro fosse relativamente longa. Havia um sinal de que o outro estava em manutenção, mas é impressionante como os proprietários podem deixar isso acontecer num lugar em que se vai para beber cerveja. Item a conferir numa próxima visita, certamente.
  • O cardápio me deixou com uma certa sensação de que queriam me engambelar, pois a descrição de alguns produtos era realizada como se o produto fosse especial, quando se tratava apenas da descrição efetiva do produto. O que mais me chamou a atenção foi a do pão de queijo, “pão de mandioca de queijo”: todo pão de queijo é de mandioca, pois o polvilho é feito da mandioca. Mas não chegamos a pedir o pão de queijo. No nosso caso, o problema se deu com a bolinha de queijo de cabra. Associamos a palavra “bolinha”, como é de praxe, com salgadinho, mas era apenas o queijo de cabra puro servido em bolinhas. Lembra aquele episódio de Mad Man, logo na primeira temporada, em que o Don vai discutir o diferencial para o comercial de cigarro?! Pois é… Prefiro uma abordagem mais direta…

Post escrito por Elaini, com revisão de Marília.

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4 pensamentos sobre “Empório Alto dos Pinheiros

  1. Mas a Paulista é do lado de Pinheiros! hahah Quando estiverem se sentindo mais viajantes conheçam a cervejaria Theodora em Santo André, witbier com limão siciliano e cheirinho de perfume :)

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